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riscos_e_rabiscos

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A porca da Merkel

É impressão minha ou esta ranhosa EXIGIU que os tugas - tansos como sempre - tivessem menos dias de férias e se aumentasse a idade da reforma para os 77 anos?!? Quer dizer tenho de ir para a cova chupada das carochas, seca que nem um bacalhau e tesa, como sempre.

 

A única coisa que me ocorre dizer é que esta senhora deve ser cegueta e ter alzheimer em último grau... Então não sabe que nós, pobres tugas tansos, trabalhamos mais horas do que os seus conterrâneos? E também não sabe que os nossos parcos ordenados não se comparam aos altos ordenados que se recebe na sua terrinha? E também não sabe que a na sua terra chega a gozar-se 30 dias de férias?!?

 

Ó Merkel, não sejas assim... abre os olhos para a vida, para a realidade.

 

Baza, baza
Vai p'ra casa
Abre a pestana, tana
Isto aqui não é um filme, girl! 

 

Porque Não?!

  The Great Depression

 

Não sou grande fã de política e raramente ou nunca escrevo sobre isso no meu blog. Mas hoje, no telejornal do almoço, ouvi falar da proposta do PSD do “tributo solidário”, que me agradou de alguma forma. Agora quando cheguei a casa, vi que esta proposta tinha sido chumbada pela Assembleia da República.

 

Lamentei profundamente. E porquê? Porque este país está à beira do abismo, o nosso dinheiro ao fim do mês está cada vez mais curto – para alguns -, vejo muita gente a viver à conta dos meus descontos brutais sem fazer a ponta de um corno, passar os dias de dentes ao sol e esforço para arranjar trabalho é nulo. E se eu precisar de um subsídio de desemprego, tendo uma carreira contributiva regular, vamos lá ver se mo dão…

 

Não estou contra quem recebe subsídios de desemprego devidamente. Também já estive desse lado e sei bem como é: frustração, nervos, desesperança. O que me chateia tremendamente é o facto de uns receberem subsídios de desemprego fraudulentos e outros do rendimento social de inserção com rendimentos mensais superiores ao meu. E a “comerem-me” os meus descontos. É como diz alguém do PSD "uns trabalham e contribuem e outros vivem tantas vezes de meros expedientes e de fraudes prestacionais".

 

Viveu aqui uma mulher numa casa do bairro de realojamento que tem um filho de cada pai (e um dos filhos dela foi meu aluno). E são alguns cinco ou seis, os que estão com ela. Ninguém trabalha, mesmo aqueles que já têm idade e que não estão a estudar. E porquê? Porque vivem do rendimento de inserção social e dos abonos dos filhos. Ora, seu me dessem o mesmo que a esta mulher, eu também não mexia uma palha.

 

Iam todos os dias ao café, pelo menos duas vezes por dia: uma de manhã para todos tomarem o pequeno-almoço e outra ao lanche. Houve um dia que eu e um filho dela fomos pagar ao mesmo tempo. A despesa deles foi dezassete euros e qualquer coisa. Agora façam as contas: multipliquem este valor por dois e o resultado que obtiverem por trinta. Esse valor é o dobro do meu ordenado!

 

Outro dia, fui ao multibanco. Quem estava à minha frente era o filho mais velho, a mãe tinha ficado mais distante. Ao sair da máquina, voltou-se para a mãe e gritou “ainda tens dois mil e tal euros!”. Eu pensei cá com os meus botões ”bolas, isso não tenho eu na minha conta e farto-me de trabalhar…”

 

Agora pergunto eu, que mal tinha estas pessoas praticarem 15 ou 20 horas semanais de serviço social ou de formação profissional? Não era esta uma forma de aproximar estas pessoas do mercado de trabalho, de lhes dar uma oportunidade de ganhar experiência/formação nalguma área? Parece que não.

 

É muito melhor ver os ciganos a traficar droga nas nossas barbas, ou vê-los passear com bólides extraordinários, tipo Saabs, últimos modelos de Mercedes, e por aí afora. Mas a culpa não é deles, é do governo que permite. E toda a gente sabe que eles para comprarem um automóvel ou uma casa (como se o fizessem), fazem-no com dinheiro na mão porque ninguém se fia deles.

 

Agora expliquem-me, como podemos sair desta crise se quem aperta o cinto são sempre os mesmos? 

 

 

Um Pudido Ispecial...

 

Chelentiçimo sinhor injinheiru Sócras,

 

Foi com muinta teristesa que comesei as minhas iaulas este anu.

A minha perubessora tinha-me dito que nu perimeiro dia de iaulas o sinhor injinheiro Sócras mia ofrecer um camputador magalhais. É cu ano paçado, já não tive direitu peruque não xigarão pás incumendas.

 

Quale foi o meu ispantu conde xegei à sala de iaulas e não vi ninhum magalhais em sima da minha mensa. Porcurei na sala poreque pudia sere supresa mas não incontrei ninhum.

 

Axei esta atitude muito feia sinhor sócras. Iço não se faz. O meu manu teve direitu a um camputador e eu já não. Iço é escriminação, óviu sinhor Sócras?

 

É que eu só fui pá excola pruque me disserão, ou melhor, me pormeterão um camputador. Sim e eu inté pormeti à minha mãesinha quia istudar muito e fazer muintos tarbalhos de casa no camputador. E agora como cumpru as minhas pormeças? É queu não sou cumó sinhor, sinhor Sócras!

O meu manu nunca me deixo mixer no camputador dele. Dizia que tinha muintos enrros e que tavão lá umas gaijas nuas pur causa do calore a arranjar os porblemas do magalhais.

 

O meu pai já estava fartu de pagar interneti que era o cas gajas cumião e vendeu o camputador ao meu vezinho debacho.

O meu vezinho ficou bastante sastefeito com a mánica e cas gajas, só diçe cu egrã é um bucado peqeno e cas tequlas podião ser maiores.

 

Afinal conde é que xegão os outros magalhais? Ficarão pós subrinhos da sinhoira ministra? É queu não quero sere cumáqueles meninos que lhe derão os camputadores a fengir… Adepois vieram uns sinhoires capangas e palmarão os camputadores aos putos. A mim não me façem iço! Se querem levar o camputador, levão-me a mim tameim agarrado com unhas e dentes!

 

Ó sinhor Sócras não quer ser meu tio ou meu padrinho pa eu arreceber o camputador magalhais um bucado mais depreca???

 

Ass.

Um aluno devoto